VOLTE AOS TREINOS COM O RUN WALK RUN

VOLTE AOS TREINOS COM O RUN WALK RUN

São muitas as razões que podem obrigar um corredor a interromper os treinos – inclusive o isolamento social imposto pela pandemia de COVID-19. E a retomada do exercício precisa ser realizada com cautela. Entenda como o método pode ajudar você no retorno à corrida.

ENTENDA O MÉTODO RUN WALK RUN

O método Run Walk Run é um aliado nesse processo de retorno após um tempo parado. Criado em 1974 pelo americano Jeff Galloway, consiste na alternância entre períodos programados de corrida e caminhada. E o mais legal do Run Walk Run é que pode trazer benefícios tanto para corredores iniciantes quanto para os mais experientes.

As vantagens são muitas, a começar pela diminuição do risco de lesão. “O método poupa bastante a musculatura e você fica menos desgastado”, explica Marcos Paulo Reis, treinador da MPR Assessoria Esportiva, em São Paulo.

No Run Walk Run, a carga nas articulações durante o exercício é consideravelmente menor. “É uma forma de voltar aos treinos de maneira gradativa, com segurança, motivação e menos impacto para o corpo”, diz o treinador César Augusto de Oliveira, também da MPR.

Um estudo realizado pelo Jornal de Ciência e Medicina Esportiva dos Estados Unidos constatou que atletas que intercalaram corrida com caminhada tiveram menos dor muscular e fadiga após a atividade física. A pesquisa analisou 42 corredores, com volumes de 10 a 20 quilômetros semanais, por 3 meses. Os resultados mostraram que 40% dos atletas que só correram declararam “exaustão extrema” após o treino, comparados a menos de 5% dos corredores que realizaram o método.

Outro benefício é que a técnica permite que você se mantenha fisicamente ativo todos os dias, diminuindo ainda mais o risco de lesões. No entanto, César destaca que há outros aspectos importantes na rotina: “O descanso é fundamental. O incremento de frequência e o volume de treinos devem ser feitos aos poucos e estar alinhados com uma ingestão calórica adequada, para garantir energia suficiente para o organismo”.

RETORNO SEGURO

O problema, segundo César, é que muita gente acha que tudo bem voltar à corrida do ponto onde estava antes de ter parado. Ele explica: “Isso desconsidera todo o tempo que a pessoa ficou sem treinar e o retrocesso que o corpo teve nesse período”.  Pode ter, inclusive, acontecido um ganho de peso nessa fase e a falta de motivação acaba pegando carona. Isso quando não vira um ciclo vicioso: você volta a treinar com tudo, se machuca e precisa parar novamente.

Por isso, o retorno deve ser conduzido com seriedade e, se possível, com o auxílio de profissionais especializados, como um treinador, um médico ou um fisioterapeuta. Com uma boa orientação, você vai fortalecer musculaturas que perderam condicionamento durante a fase em que ficou parado e não há o risco de um ajuste errado de volume, intensidade ou tipo de treino. Assim, em pouco tempo  terá um desempenho até melhor do que quando parou – pode acreditar!